771 Anos de Comunidade e Desenvolvimento
Desde 1255 que a Feira de São João faz parte da identidade da Guarda. Criada por decreto régio de D. Afonso III, esta feira secular atravessou gerações e consolidou-se como um dos mais importantes pontos de encontro económico e social da região.
Ao longo dos séculos, agricultores, criadores de gado, artesãos e comerciantes encontraram neste espaço um local privilegiado para trocar produtos, estabelecer relações e dinamizar a economia local. A própria história da feira acompanha a evolução das comunidades rurais que moldaram a paisagem e a cultura do território que hoje servimos.
E se a Feira de São João é, hoje, um símbolo da vitalidade da Guarda ao longo dos séculos, essa vitalidade encontra-se também nos recursos que tornam possível o desenvolvimento das comunidades, geração após geração.
A produção agrícola, a criação de gado, a atividade económica e a qualidade de vida das populações sempre dependeram de uma gestão equilibrada dos recursos naturais. Entre eles, a água ocupa um lugar central. É ela que está presente nas explorações agrícolas, nos espaços públicos, nas habitações e nos serviços essenciais.
Tal como outrora a água sustentava a atividade dos campos e das feiras, também agora continua a ser um recurso indispensável ao desenvolvimento das populações, à saúde pública, à proteção ambiental e à qualidade de vida dos municípios da Guarda, Celorico da Beira, Manteigas e Sabugal.
Hoje, a Feira de São João continua a reinventar-se sem perder a sua essência. A sua instalação no Parque Urbano do Rio Diz, junto a um espelho de água que valoriza a paisagem e qualifica o espaço público, criou uma nova centralidade para a cidade e reforçou a ligação entre a tradição, o ambiente e a qualidade de vida.
É uma evolução que reflete bem os desafios do presente: preservar o legado recebido das gerações anteriores, ao mesmo tempo que se criam condições para um desenvolvimento mais sustentável. Neste contexto, a água continua a assumir um papel fundamental, enquanto recurso essencial à qualidade de vida, à valorização dos espaços públicos e ao futuro das comunidades que a APAL-SIM serve.
A APAL-SIM nasce da união de quatro concelhos, quatro realidades e com um compromisso em comum. Guarda, Sabugal, Celorico da Beira e Manteigas partilham recursos, desafios e uma visão conjunta para o desenvolvimento sustentável do território.
Uma ligação que se constrói muito para além da gestão da água. Faz-se também de história, identidade e tradições que atravessam gerações.
Os Santos Populares (e em especial o São João) são um desses símbolos de união. Seja na Guarda ou no Sabugal vive-se uma celebração identitária que envolve a comunidade em torno da tradição, da cultura e do convívio.
Em cada território, com expressões diferentes, vive-se o mesmo espírito: o encontro entre pessoas, comunidades e gerações. É também este espírito que move a APAL-SIM a trabalhar diariamente para reforçar a ligação entre os municípios que serve.
Presente na vida das populações, na atividade económica, nos serviços essenciais e na valorização do território, a água é um recurso que liga pessoas, sustenta comunidades e cria futuro.
