Afluências Indevidas
As afluências indevidas resultam da entrada de águas não residuais nos sistemas de drenagem, podendo ser causadas por ligações indevidas de águas pluviais, infiltrações através de fissuras e roturas, deficiências nas ligações prediais, redes clandestinas ou descargas não autorizadas.
Estas afluências constituem um importante desafio técnico e operacional para a APAL-SIM (Águas Públicas em Altitude, Serviços Intermunicipalizados) afetando a eficiência dos sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais nos municípios de Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Sabugal.
Do ponto de vista técnico, provocam a sobrecarga hidráulica das redes e das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que são dimensionadas para receber apenas águas residuais domésticas. O aumento dos caudais, sobretudo em períodos de precipitação intensa, pode originar transbordos, refluxos, descargas de emergência e degradação das infraestruturas.
Em termos operacionais, as afluências indevidas reduzem a eficiência dos processos de tratamento, aumentam o consumo de energia e os custos de exploração, manutenção e renovação dos equipamentos. A diluição das águas residuais compromete ainda o funcionamento dos processos biológicos de tratamento, podendo afetar a qualidade do efluente final.
Os impactos ambientais incluem a descarga de águas residuais insuficientemente tratadas nos meios recetores, a degradação da qualidade da água, fenómenos de eutrofização, erosão dos solos e aumento das emissões de gases com efeito de estufa.
A redução das afluências indevidas constitui uma prioridade estratégica da APAL-SIM, contribuindo para a melhoria da eficiência operacional, a proteção ambiental, a otimização dos investimentos e a sustentabilidade dos serviços de saneamento prestados à população.
